desejo de escrever com preguiça de musicalizar, aqui vim parar.
uma vez li que adjetivos formam um texto.
as coisas andam bizarras, muita coisinha pequena aconteceu nos últimos tempos. a banda vai bem, obrigado. as duas. o coração também, tudo certo. acho que esse vai ser um texto sobre algo mais.
nunca me senti tão sozinho com meus amigos quanto agora. nem sei se tenho amigos, ando meio down pra isso. ando pensando como vou passar meus dias até o fim do ano, se vão ser tão sufocantes quanto esse que passou. andei conhecendo muita gente diferente. gente que se perdeu na monogamia e não sabe como sair. não que a monogamia seja algo ruim, mas a falta de opção virou permanente. gente que só precisa receber um pouco de chuva. forjar felicidade nunca foi tão fácil. viver num mundo esquizofrenico não é tão compensador quanto a criatividade. todo meu apoio do mundo pra vocês assim. acho que podemos negociar isso ai.
a galera do passado também mandou saudações. pessoas envolvidas nas cabeças dos ursos esquisitos, que hoje andam felizes mas talvez arrependidas. você começou a se envolver com outra pessoa e se tornou tão desprezível. nem sei se devo usar o singular. nem sei se devo sentir sua falta. mas sinto. gostava de quando íamos nas casas um do outro, brincar sobre alguns tijolos amarelos e um jovem chamado charlie. quisera eu que as coisas fossem como antes, como uns dois anos atrás. mas você pisou na bola e eu também, acho que isso que chamam de castigo. ou de carma.
enquanto você aí, me enroscou por um ano pra me descartar depois. enquanto morríamos no deserto populosa com a ausencia de agua, eu não conseguia parar de pensar em como crescemos e como mudamos esse mundo. mas as vezes o mundo é bom como ele é. eventualmente vamos melhorar isso, ainda estamos investindo um no outro.
e parece que temos uma novata mais madura no jogo. moral e animação. otimismo é uma dadiva mas eu acho que voce tem esse dom. sempre com um jeitinho overcute sobre filmes e atitudes, toda feminina. um pouco indecisa, sempre passa despercebida, mas acho que todos somos assim. como nos aproximamos tão rápido. você, uma reptiliana nata, deve saber melhor que eu como sobreviver em dois ambientes. acho que isso sempre foi uma vantagem que você levou sobre as pessoas. espero que as coisas funcionem pra você e que tudo dê certo, não sei como pude pensar que houvessem chances. na realidade existem muitas diferenças. mas gosto da sua presença, gostava das suas palavras e a ordem que você as colocava. sinto sua falta.
e carne nova que não sei se valeria a pena falar, mas acho que merece uma nota. em questão de menos de cinquenta horas já conseguimos conversar bastante sobre umas coisas profundas, acho que vamos plantar uma semente aqui e deixar uma vida crescer. quem sabe? ou talvez não, talvez eu esteja falando bobagem.
acho que tudo o que eu faço é falar bobagem. me questionar sobre as coisas erradas e perguntas incertas. brincar com palavras sem conhecer direito os seus significados. não sei nem o que estou escrevendo, como posso saber o que quero? não respeito o foco, não crio objetivos, apenas jogo com o abstrato. acho que o efemero não merece nada mais forte que o abstrato. senão deixa de ser efemero, passa a ser fixo. e passa de abstrato pra real. na verdade eu sinto falta de muita gente, muito amigo que não sei nem se é amigo mais.
eu e esse meu desejo nojento de fantasiar meus amigos
eu e esse meu costume nojento de fantasiar meus amigos
feliz natal.
terça-feira, 24 de dezembro de 2013
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